Artigo – O turismo do campo na educação do campo

educacaonocampo
Fonte: acervo pessoal do autor, 2010

O presente trabalho visa apresentar uma proposta de pesquisa aplicada no âmbito da educação do campo voltada para a discussão de possibilidades de processos educativos apropriados aos assentamentos de reforma agrária, específicos para tratar a temática da atividade de turismo comunitário e solidário, também conhecido como turismo de base comunitária e turismo na agricultura familiar. O tema da educação do campo vem sendo pautado pelos movimentos sociais do campo, notadamente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST desde 1997. Desse processo nasceu o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA. Os resultados da Pesquisa Nacional de Turismo em Assentamentos de Reforma Agrária do Brasil realizada em 2010, onde Campos Filho e outros (2010) citam experiências de turismo em 115 assentamentos diferentes distribuídos em 20 estados brasileiros, sendo a Bahia o estado com maior número, entre comunidades assentadas que já recebiam visitantes e aquelas estudadas com potencial para esse fim. Na Bahia são mais de 40 comunidades assentadas envolvidas nessa atividade, recebendo fluxos de visitantes do Brasil e do exterior,
que trazem, além da renda, o reconhecimento, o respeito, a autoestima e processos solidários de incentivo à cultura, à saúde, à educação e à produção. E para o desenvolvimento sustentável dessa atividade nos assentamentos são necessários processos educativos apropriados, a serem construídos com os sujeitos protagonistas dessa atividade, com projetos pedagógicos, conteúdos, metodologias, nos mesmos moldes dos processos de discussão, planejamento, execução e avaliação que se tem construído nas políticas de educação do campo, do qual pretende-se incluir o turismo comunitário e solidário. Na América Central, a Mesa Nacional Campesina da Costa Rica tem uma experiência interessante de construção de políticas públicas e de estado, para o turismo rural comunitário em assentamentos e comunidades tradicionais, com várias entidades, como a Associação Costaricense de Turismo Rural Comunitário-ACTUAR, que parecem servir à inspiração das entidades brasileiras ligadas à Via Campesina. As questões a serem estudadas são: que contribuições a educação do campo e o PRONERA podem trazer para o desenvolvimento de processos educativos no âmbito do turismo comunitário e solidário que acontece nos assentamentos? Como a experiência da Costa Rica pode contribuir para a experiência brasileira? São esses temas que os autores trazem para discussão acadêmica no âmbito da geografia, da educação e do turismo.

Artigo feito com autoria do turismólogo e geógrafo Alberto Viana de Campos Filho e co-autoria de Rogério Mucugê Miranda.

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