Expedição em trilha fora de rota turística na Chapada Diamantina

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Da esquerda para a direita: guias Rogério Mucugê, Rockão e Homero (Velho Urso)

Trilhar pela Chapada Diamantina é muito mais do que seguir uma trilha turística. É perceber cada palavra ou som emitido por qualquer animal, é sentir cada brisa, é tocar e sentir a textura das plantas, seu cheiro, é contemplar a cada passo.

Trilhar pela Chapada Diamantina é sentir o sabor de sua culinária, sentir a temperatura da rocha, se integrar com as águas em um só corpo.

Foi neste espírito que eu, Homero, Rockão e Verônica resolvemos trilhar por caminhos não frequentados por turistas na Chapada Diamantina. Esta região é bem maior que o Parque Nacional, que contém somente parte de 6 municípios dos mais de 30 da Chapada Diamantina. A região é uma integração de diversidades em um mesmo território: cultura, história, vegetação, biomas, formações rochosas, linguajar, culinária… e haja diversidade.

Em três dias, pudemos vivenciar e nos integrar não somente ao ambiente natural, mas também ao ambiente cultural dos antigos garimpeiros que construíram as trilhas na região. Nestas, sua arquitetura centenária resiste até os dias atuais, e graças à elas muitas continuam nos proporcionando trilhar após mais de 100 anos de existência. Foi a trilha mais selvagem que já fiz pela Chapada, talvez por não ser frequentada e nem descoberta por turistas. Difícil expressar em palavras o que senti por lá. Mas pela primeira vez na Chapada tive mesmo que desistir de dormir na minha barraca para dormir com os amigos na toca do garimpeiro, pois um filhote de onça “turrava” e suas pegadas circulavam minha barraca. Não por medo da onça, coitadas que vivem correndo da gente, mas por ser filhote e pela mãe poder estar sentindo alguma ameaça. Apesar que foi ótimo dormir na toca com os amigos.

Homero e Rockão são antigos amigos que, juntos com outros amigos, fundamos a Associação dos Condutores de Visitantes da Chapada Diamantina – ACV-CD em 1999, integrando todos os guias da região em uma Rede. Neste período, sempre estávamos nos encontrando. Mas o mundo dá voltas e estes encontros passam a ser menos constantes. Verônica, que está indo morar no Vale do Capão, foi convidada por Homero a ir conosco e lembro-me que, ao iniciar a caminhada  longa por um rego antigo de garimpo, ela pensou em tirar a bota, mas percebeu que andar de bota dentro da água era o necessário naquele momento.

Cada passo é um atrativo: você sente uma brisa ao subir e, ao fazer a curva, passa ao lado de uma ruína. Atravessando-a, uma vista cênica. Ao baixar as vistas, flores sendo polinizadas por beija-flores. Ao olhar mais acima, uma cachoeira despenca do alto. Mais um passo e chegamos em uma toca, tomamos um café de um morador local e este nos acompanha em parte do trajeto, com seu dialeto e seu modo de vida. Ao nos deixar, o sol se despede e as estrelas vem nos orientar, nos clarear, nos dar um espetáculo de brilho sobre a Terra. E assim é a Chapada. E ela ainda é muito mais!

Este vídeo é somente uma pequena demonstração de uma trilha que não é visitada turisticamente. Também nem deve ser feita pelo atual turismo convencional que já é praticada em pontos turísticos da região. Ela deve ser permeada pela vivência, percepção, educação, atenção e cuidado. Descobri também que é um pequeno trecho de uma amplidão que pretendo ainda vivenciar.

Quem quiser se informar mais e/ou nos acompanhar por aventuras de integração e vivências pela Chapada, entre em contato:

Homero (Velho Urso)

(75) 8137-1679

Facebook: Homero Vieira dos Santos

Rockão

(75) 8278-1608 / 9983-0110

Facebook: Rockão trekking Ecotur

Rogério Mucugê

Contatos

 

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